sexta-feira, maio 26, 2006
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
sábado, maio 20, 2006
Poema dos dons
(tradução de Paulo Mendes Campos)
Graças quero dar ao divino
labirinto de efeitos e causas
pela diversidade das criaturas
que formam este singular universo,
pela razão, que não deixará de sonhar
com um plano para o labirinto,
pela face de Helena e a perseverança de Ulisses,
pelo amor, que nos deixa ver os outros
como os vê a divindade,
pelo firme diamante e água solta,
pela álgebra, palácio de precisos cristais,
pelas místicas moedas de Ângelo Silésio,
por Schopenhauer,
que talvez decifrou o universo,
pelo fulgor do fogo,
que nenhum ser humano pode olhar sem assombro antigo,
pelo mogno, o cedro, o sândalo,
pelo pão e o sal,
pelo mistério da rosa
que prodigaliza cor e não a vê,
por certas vésperas e dias de 1955,
pelos duros tropeiros que na planície fustigam os animais e a alva,
pela manhã em Montevidéu,
pela arte da amizade,
pelo último dia de Sócrates,
pelas palavras que no crepúsculo disseram
de uma cruz a outra cruz,
por aquele sonho do Islã que abarcou
mil e uma noites,
por aquele outro sonho do inferno,
da torre do fogo que purifica
e das esferas gloriosas,
por Swedenborg,
que conversava com os anjos nas ruas de Londres.
pelos rios secretos e imemoriais
que convergem em mim,
pelo idioma que, há séculos, falei em Nortúmbria,
pela espada e a harpa dos saxônios,
pelo mar, que é um deserto resplandecente
e uma cifra de coisas que não sabemos
e um epitáfio dos vikings,
pela música verbal da Inglaterra,
pela música verbal da Alemanha, pelo ouro que reluz nos versos,
pelo inverno épico,
pelo nome de um livro que não li: Gesta Dei per Francos,
por Verlaine, inocente como os pássaros,
pelos prismas de cristal e o peso de bronze,
pelas raias do tigre,
pelas altas torres de São Francisco e da ilha de Manhattan,
pela manhã no Texas,
por aquele sevilhano que redigiu a Epístola Moral
e cujo nome, como ele houvera preferido, ignoramos,
por Sêneca e Lucano de Córdoba,
que antes do espanhol escreveram
toda a literatura espanhola,
pelo geométrico e bizarro xadrez,
pela tartaruga de Zenão e o mapa de Royce,
pelo odor medicinal do eucalipto,
pela linguagem, que pode simular a sabedoria,
pelo esquecimento, que anula ou modifica o passado,
pelo hábito,
que nos repete e nos confirma como um espelho,
pela manhã, que nos proporciona a ilusão de um começo,
pela noite, sua treva e sua astronomia,
pelo valor e a felicidade dos outros,
pela pátria, sentida nos jasmins
ou numa velha espada,
por Whitmann e Francisco de Assis, que já escreveram o poema,
pelo fato de que o poema é inesgotável
e se confunde com a soma das criaturas
e jamais chegará ao último verso
e varia segundo os homens,
por Francisco Haslam, que pediu perdão aos filhos
por morrer tão devagar,
pelos minutos que precedem o sono,
pelo sono e pela morte,
esses dois tesouros ocultos,
pelos íntimos dons que não enumero,
pela música, misteriosa forma do tempo.
sábado, maio 13, 2006
It's Too Late

Wilson Pickett
It's too late
Said it's too late, yes it is
My love is gone away to stay
Don't you know it's too late now
Listen, children, I wanna tell you this
It's too late to cry
It's too late to cry now
My love is gone away, yes she has
I just guess that you're wonderin' why I always sing a sad song But you see, I had a woman who was very good to me and I can remember the times she used to sit down and tell me these words: Said, "Pickett, I want you to know I love you from the bottom of my heart and whatever you need, I don't want you to go to your mother, your father, your sister or your brother... I'll be a leadin' pull when you're fallin' down. When all your money's gone, I want you to know you can count on me"
But I didn't appreciate that woman then. You know what? I had to run and chase after every little girl around town. So finally one day I got home and I found my little girl gone and people, you know it hurt me so bad (ha ha) I had to hang my little head and cry. Then I began to read the letter she left for me layin' there; it read like this, children
It's too late, she's gone, oh
(she's gone)
"It's too late I'm gone away"
(she's gone)
Ah yeah (too late) don't you know it, children
(too late)
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah
Say it one more time
(too late)
listen
(too late)
I wanna hear you understand what I'm talkin' about
(too late)
sábado, abril 29, 2006
A casada infiel
E eu que a levei ao rio
supondo fosse donzela,
quando já tinha marido.
Era noite de São Tiago
e foi quase um compromisso.
Apagaram-se os faróis
e se acenderam os grilos.
Já nas últimas esquinas
toquei-lhe os peitos dormidos,
e se me abriram de pronto
como ramos de jacintos.
Polvilho de sua anágua
vinha ranger-me no ouvido
tal como um corte de seda
por dez lâminas rompido.
Sem luz de prata nas copas
os troncos tinham crescido,
e um horizonte de cães
ladrava longe do rio.
Atravessando o silvado,
por entre juncos e espinhos,
sob a sua cabeleira
fiz uma concha no limo.
Tirei a minha gravata.
Ela tirou seu vestido.
Eu, o cinto com o revólver.
Ela, seus quatro corpinhos.
Nem nardos nem caracóis
têm uma cútis tão fina
nem sob a lua cristais
relumbram com tanto brilho.
Suas coxas me escapavam
como peixes surpreendidos,
metade cheias de lume,
metade cheias de frio.
Naquela noite corri
pelo melhor dos caminhos,
montado em potra de nácar,
sem freios e sem estribos.
Não quero dizer, sou homem,
as coisas que ela me disse.
É que a luz do entendimento
me torna mui comedido.
Suja de beijo e de areia,
levei-a dali do rio.
Em luta com o ar, batiam-se,
brancas espadas, os lírios.
Portei-me como quem sou.
Como gitano legítimo.
Dei-lhe estojo de costura,
grande, de fina palhinha,
mas não quis enamorar-me,
porque, já tenho marido,
me disse que era donzela
quando eu a levava ao rio.
(tradução de Carlos Drummond de Andrade)
Da revista: "Poesia Sempre", nº 7, Fundação Biblioteca Nacional, 1996, RJ
sexta-feira, abril 21, 2006
The Garden Of Love
I laid me down upon a bank,
Where Love lay sleeping;
I heard among the rushes dank
Weeping, weeping.
Then I went to the heath and the wild,
To the thistles and thorns of the waste;
And they told me how they were beguiled,
Driven out, and compelled to the chaste.
I went to the Garden of Love,
And saw what I never had seen;
A Chapel was built in the midst,
Where I used to play on the green.
And the gates of this Chapel were shut
And "Thou shalt not," writ over the door;
So I turned to the Garden of Love
That so many sweet flowers bore.
And I saw it was filled with graves,
And tombstones where flowers should be;
And priests in black gowns were walking their rounds,
And binding with briars my joys and desires.
quinta-feira, abril 06, 2006
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sómente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.
sábado, março 25, 2006
quatro e meia da manhã
os barulhos do mundo
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã,
são sempre
quatro e meia da manhã,
e eu escuto
meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos
do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro
e dirão:
"ele tá bêbado de novo",
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo
e
como algo esfaqueado e
cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.
sábado, março 11, 2006
Atitude
Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
quarta-feira, março 08, 2006
Ode ao Ciúme
Igual aos deuses me parece,
quem a teu lado vai sentar-se.
Quem saboreia a tua voz,
mais as delícias desse riso.
Que me derrete o coração,
e o faz bater sobre os meus lábios.
Assim que vejo esse teu rosto,
quebra-se logo a minha voz.
Sobe-me um fogo sob a pele,
seca-me a língua entre os dentes,
ficam-me surdos os ouvidos,
e os olhos cegos de repente.
Torna-se líquido o meu corpo,
Transpiro e tremo ao mesmo tempo.
Vejo-me verde, mais que a erva!
Só, por acaso, é que não morro!
domingo, março 05, 2006
Desespero
Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.
Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.
Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu
A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Não
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
sábado, fevereiro 25, 2006
Mulher de idade atrás do balcão numa cidade pequena
Eu acho que reconheço o teu rosto
Provocante, familiar, mas ainda assim
não consigo situá-lo
Não consigo encontrar a chama de pensamento
para acender teu nome
Uma vida inteira se apossa de mim
Todas essas mudanças tomando lugar,
Eu queira poder ter visto o lugar
Mas ninguém jamais me levou
Corações e pensamentos, eles se esvaem
E desaparecem...
Eu juro que reconheço a tua respiração
Memórias como se fossem impressões digitais
estão lentamente aparecendo
De mim você não deve se lembrar, pois
Não estou como costumava ser
É difícil quando você fica atolado na areia
Eu mudei, mas não por completo,
A cidade pequena vaticinou meu destino.
Talvez seja isso o que ninguém quer ver
Eu sou quero gritar... Olá!
Meu Deus, há quanto tempo...
Nunca sonhei que você voltaria...
Mas aí está você, e aqui eu estou.
Corações e pensamentos, eles se esvaem
E desaparecem...
Corações e pensamentos, eles se esvaem
E desaparecem...
Corações e pensamentos
Desparecem...
Elderly Woman Behind The Counter in a Small Town
Pearl Jam
I seem to
recognize your face
Haunting, familiar, yet I can’t seem to place it
Cannot find the candle of thought to light your name
Lifetimes are catching up with me
All these changes taking place,
I wish I’d seen the place
But no one’s ever taken me
Hearts and thoughts they fade,
Fade away...
I swear I recognize your breath
Memories like
fingerprints are slowly raising
Me you wouldn’t recall, for
I’m not my former
It’s hard when you’re stuck upon the shelf
I changed by not changing at all,
small town predicts my fate
Perhaps that’s what no one wants to see
I just want to scream...
Hello...
My God it’s been so long,
Never dreamed you’d return
But now here you are, and here I am
Hearts
and thoughts they fade...
Away...
Hearts and thoughts they fade,
fade away...
Hearts and thoughts they fade...away...
Hearts and thoughts
they fade, fade away...
Hearts and thoughts they fade...
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Down in a hole
Enterre-me suavemente neste útero
Eu dou esta parte de mim para você
Cai uma chuva de areia e aqui eu sento
Segurando flores raras
Numa cova...
Florescendo...
Estou num buraco e não sei posso ser salvo
Veja meu coração, eu o decorei como um túmulo
Você não entende em quem eles pensam
que eu deveria ter me tornado
Olhe para mim agora, sou um homem
Que não se permitirá ser si mesmo
Dentro de um buraco,
Perdendo minha alma
Dentro de um buraco,
Perdendo o controle
Eu queria voar,
Mas minhas asas foram negadas
Estou num buraco e já colocaram todas
as pedras em seu lugar
Já tomei tanto Sol que minha língua
teve até o paladar queimado
Eu fui o culpado
De me chutar nos dentes
Eu não falarei mais
Do que sinto por dentro
Dentro de um buraco,
Perdendo minha alma
Dentro de um buraco,
Perdendo o controle
Eu queria voar
Mas minhas asas foram negadas
Enterre-me suavemente neste útero
Como eu queria estar dentro de você
Eu dou esta parte de mim para você
Como eu queria estar dentro de você
Cai uma chuva de areia e aqui eu sento
Segurando flores raras
Como eu queria estar dentro de você
Numa cova...
Florescendo...
Como eu queria estar dentro...
Dentro de um buraco,
Perdendo minha alma
Dentro de um buraco,
Sentindo-me tão pequeno
Dentro de um buraco,
Perdendo minha alma,
Dentro de um buraco,
Fora de controle
Eu queria voar
Mas minhas asas foram negadas
Down in a hole
Alice in Chains
Bury me softly in this womb
I give this part of me for you
Sand rains down and here I sit
Holding rare flowers
In a tomb...
in bloom…
Down in a hole and I don’t know if I can be saved
See my heart I decorate it like a grave
You don’t understand who they
Thought I was supposed to be
Look at me now I'm a man
Who won’t let himself be
Down in a hole,
losin’ my soul
Down in a hole,
losin’ control
I’d like to fly,
But my wings have been so denied
Down in a hole and they’ve put all
The stones in their place
I’ve eaten the sun so my tongue
Has been burned of the taste
I have been guilty
Of kicking myself in the teeth
I will speak no more
Of my feelings beneath
Down in a hole,
losin’ my soul
Down in a hole,
losin’ control
I’d like to fly
but my Wings have been so denied
Bury me softly in this womb
Oh, I want to be inside of you
I give this part of me for you
Oh, I want to be inside of you
Sand rains down and here I sit
Holding rare flowers
Oh, I want to be inside of you
In a tomb...
In bloom...
Oh, I want to be inside...
Down in a hole,
losin’ my soul
Down in a hole,
feelin’ so small
Down in a hole,
losin’ my soul
Down in a hole,
out of control
I’d like to fly
but my Wings have been so denied
sábado, fevereiro 18, 2006
Por siempre jamás
Para todo sempre!
Juan Antonio Pérez Bonalde
Traze-me uma caixa
de negra nogueira,
e nela deixa-me
por fim repousar.
De um lado meus sonhos
de amor coloca,
do outro,
minhas ânsias
de glória imortal;
A lira em minhas mãos
piedosas deixa,
e abaixo da almofada
meu formoso ideal...
Agora a tampa
traze e crava,
crava-a, crava-a
com força tenaz,
que nada meu
possa-me roubar...
Depois, uma cova
bem funda cava,
tão funda, tão funda,
que até ela jamais
alcance o ruído
do mundo a chegar.
Baixa-me a seu fundo,
a terra junta,
Cubra-me... e vá
embora
Deixando-me em paz...
Nem flores, nem lápide,
Nem cruz,
nem funeral;
E logo... esqueça-me
Para todo o sempre!
E a versão original:
Por Siempre Jamás!
Juan Antonio Pérez Bonalde
Traedme una caja
de negro nogal,
y en ella dejadme
por fin
reposar.
De un lado mis sueños
de amor colocad, del otro,
mis ansias
de gloria inmortal;
la lira en mis manos
piadosos dejad,
y bajo la almohada
mi hermoso ideal...
Ahora la tapa
traed y clavad,
clavadla, clavadlac
on fuerza tenaz,
que nadie lo mío
me pueda robar...
Después, una fosa
bien honda cavad,
tan honda,
tan honda,
que hasta ella jamás
alcance el ruido
del mundo a llegar.
Bajadme a su fondo,
la tierra juntad,
cubridme...
y marchaos
dejándome en paz...
¡Ni flores, ni losa,
ni cruz, ni funeral;
y luego...olvidadme
por siempre jamás!.
Dove cè poesia
Vamos lá. A idéia de criar outro blog veio de uma obsessão minha de sistematizar tudo que faço. Percebi que o caos tomou dos outros blogs que fiz, por isso, resolvi criar um espaço dedicado somente à poesia.
Mas aí você pergunta: Porque o título é em italiano?, e eu respondo: e porque não?
Devido às suas vogais abertas, a língua italiana tem uma grande sonoridade para a poesia e para a música. Além disso, o título em italiano é, de certa forma, uma homenagem à poetas importantíssimos para a poesia mundial, como por exemplo, Dante e Petrarca.
Mas o fato do título ser em italiano não significa que aqui serão publicados somente poemas stilonovistas e seus compatriotas. Pretendo postar poesias de todas as nacionalidades, gêneros e sabores...
Até mais.
*Ah, já ia quase esquecendo, o título quer dizer "onde há poesia, ainda há vida".
